Fertilidade: o poder de gerar a própria vida
Ser fértil vai além do físico e sinaliza capacidade de realizar sonhos
Fertilidade sempre foi uma palavra um tanto assustadora para mim. Talvez porque minha mãe casou grávida, na década de 70, quando isso ainda era um grande tabu. Eu cultivei durante boa parte da minha vida um medo profundo da minha própria fertilidade, pois a mensagem que eu sempre ouvia era de que a capacidade do meu corpo de gerar uma vida poderia arruinar a minha.
Assim como eu, muitas mulheres passam décadas suprimindo esta importante parte de si mesmas, seja com o uso de hormônios sintéticos, seja com uma alimentação e um estilo de vida desbalanceados, seja com crenças limitantes sobre o corpo e a vida da mulher.
Quantas de nós já pensamos que é muito melhor ser homem, porque eles não menstruam ou não ficam grávidos? Quantas de nós sofremos com os sintomas da menstruação? Quantas de nós usamos anticoncepcionais hormonais para controlar a fertilidade ou até suprimir a menstruação?
E, por outro lado, quantas de nós querem ter filhos, mas foram ensinadas a primeiro pensar na carreira e em ganhar dinheiro? Quantas de nós têm sofrido em inúmeras tentativas para engravidar e não conseguem conceber a vida sem viver a experiência de ser mãe? Ou seja, quando não queremos filhos, nossa fertilidade é vista como inútil ou algo que nos atrapalha nas atividades que queremos focar nossa atenção. Ou quando queremos ter filhos e eles não vêm, a fertilidade é encarada como algo que está “quebrado” e precisa de muitas intervenções e “consertos”.
FERTILIDADE VAI MUITO ALÉM DO ASPECTO FÍSICO
Mas pense bem: só é possível criar a partir do nada, do vazio, do espaço. Dessa forma, o útero é o órgão mais otimista do corpo feminino, justamente porque ele é um espaço vazio que se prepara uma vez por mês para uma nova possibilidade, independente de qual foi o resultado da última vez. Ele garante a cada ciclo que uma possível vida encontre o espaço mais confortável e nutridor que ela possa ter para prosperar, sem nunca ficar frustrado porque nada aconteceu na última tentativa.
Independente de nossas escolhas sobre querer ou não ter filhos, querer ou não uma carreira de sucesso, querer ou não muito dinheiro, a questão é que nos nossos ovários reside o centro da nossa energia criadora, do nosso poder pessoal, da nossa capacidade de fazer a diferença neste mundo, da nossa habilidade de sonhar. 
Se temos energia estagnada neste nosso centro energético – ou seja, se você se identificou com alguma das perguntas do início do texto – podemos manifestar sintomas físicos como TPM, ovários policísticos, miomas, endometrioses, infertilidade e outras inúmeras condições de saúde típica dos órgãos reprodutores femininos. Também podemos apresentar sintomas não físicos, como dificuldades em lidar com dinheiro, se estabelecer em uma carreira e ter relacionamentos amorosos saudáveis, além de falta de autoconfiança e de criatividade.
Se, por outro lado, a energia flui livremente, somos capazes de manifestar espontaneamente nossa fertilidade não apenas enquanto capacidade de gerar filhos, como também de gerar abundância, criatividade, conexão, compaixão na sua própria vida.
Portanto, cuidar de nossa fertilidade vai muito além de garantir a perpetuação da espécie e de realizar o sonho de ser mãe. Ser fértil é se permitir acessar o espaço da nossa alma onde o universo pode manifestar toda sua capacidade de criar possibilidades infinitas em nossas vidas.
Publicado em: Personare, Personare em Portugal, MSN, MdeMulher, Clube da Vida Moderna, Portal RBS



Você sabia que comer chocolate diariamente pode funcionar como um ritual de saúde? Sim, é isso mesmo que você leu: o chocolate pode ser usado como remédio, como tratamento de saúde e beleza. Não é novidade que o chocolate tem sido condecorado em diversas pesquisas científicas como promotor de diversos benefícios de saúde, como o estudo da Universidade da Califórnia, publicado na revista americana “Archives of Internal Medicine”. Segundo o estudo, o doce pode controlar os níveis de colesterol, aumentar a circulação sanguínea e a atividade cognitiva, aliviar a 
A melhor opção de todas é a castanha de cacau in natura crua. Ela conserva todos os nutrientes e benefícios que este superalimento pode oferecer. Você pode comprar a fruta do cacau e colocar as sementes para secar ao sol, ou encontrar fornecedores que vendam as castanhas ou nibs já secos. Eu particularmente adoro salpicar nibs de cacau em frutas vermelhas ou nas batidas de açaí, para potencializar ainda mais os benefícios destes alimentos.

Mas ao invés de revelar a resposta, escolhi devolver a pergunta à menina, questionando o que ela achava que eu iria responder. Nos minutos que antecederam este momento, as garotas compartilharam as suas impressões sobre o assunto, suas experiências e as das suas mães, irmãs e amigas. O que eu ouvia era um festival de reclamações: “menstruar é muito ruim e incômodo”, “mulher trabalha fora e depois ainda também tem que fazer tudo em casa”, “mulher sofre com violência e desrespeito”, “as mudanças de humor nos deixam (e aos outros) loucas”, etc.
O ponto de virada para mim foi quando participei de um programa de saúde da mulher, com uma coach holística. Neste momento aprendi sobre como alimentar meu corpo de mulher para harmonizar meus hormônios e meu ciclo menstrual e reverter condições como TPM, ovário policístico, acne, dificuldades com o peso e falta de energia. Também aprendi sobre como usar meus ciclos a meu favor nos relacionamentos, no trabalho e nas atividades físicas, além do impacto no corpo e mente das crenças limitantes herdadas da família e da sociedade na nossa percepção do feminino como frágil, menor, errado.


